sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pontos da leitura


Concurso "Pontos da Leitura"

MELHOR LEITOR

Foram apurados as melhores leitoras do 3º Período

2º Ciclo- Cátia Pinto, nº5 do 6º A

        3º ciclo- Débora Almeida, nº3 do 8ºE

                                         Parabéns a todos os participantes!
 

domingo, 9 de junho de 2013

Entrevista à professora Rosa Quinteiro

Partilhamos aqui uma entrevista realizada pelos alunos do 5º A.


ENTREVISTA À PROFESSORA ROSA QUINTEIRO

Rosa Quinteiro é natural de Pedrosas e vive no Sátão. É professora de Português e Inglês na Escola Ferreira Lapa. Este ano publicou o livro EstrelaMar e Golfilhote.

O que a inspirou a escrever o livro EstrelaMar e Golfilhote?
O meu filho, foi o meu filho que me inspirou… Eu contava-lhe histórias e ele ouvia com muita atenção, então um dia, surgiu a história EstrelaMar e Golfilhote.

A personagem Golfilhote é inspirada no seu filho?
É. O Golfilhote é o meu filho.

Quanto tempo demorou a escrever o livro?
Um ano. O começo foi em 2004, depois esteve em banho-Maria durante esse tempo todo. No verão seguinte é que escrevi o resto da história, assim de repentão… escrevi-o num dia. O primeiro capítulo escrevi-o no verão de 2004 e os restantes capítulos foram todos escritos no verão de 2005.

Porque escolheu o professor Carlos Pais para ilustrar o seu livro?

Porque ele leu a história e quis ilustrá-la. Ele gostou da história, depois conversámos e aceitou o desafio de ilustrá-la. Disse-me que gostava muito de a ilustrar e eu também queria que fosse ele a ilustrá-la, foi assim…

Escreveu primeiro o livro à mão ou ao computador?
Primeiro foi tudo à mão, depois passei para o computador.

Como se sentiu quando viu o seu livro publicado?
Ai!...Senti-me muito feliz… Gostei muito do livro, achei que ele estava muito bonito, as ilustrações e os capítulos… Gostei de tudo! Senti-me muito bem!

Gosta de ler? E que género de livros?
Uiii! Adoro ler! É das coisas que mais gosto de fazer. O género que mais gosto de ler é romance histórico.

Essas leituras servem de inspiração para escrever um novo livro?
Talvez, também gosto de ler poesia e escrever poesia… Agora não sei… Vamos ver… Já tenho algumas coisas pensadas.

Muito obrigada pela entrevista.
Eu é que agradeço.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Apreciação crítica - trabalho de um aluno

Artigo de apreciação crítica de A Metamorfose

Gregor Samsa, um caixeiro-viajante, acorda, de manhã, transformado num gigantesco inseto. Não sabe como nem porquê. Aliás, nem sequer reflete muito acerca da sua transformação, resigna-se desde o primeiro instante em que, por capricho do destino, descobre que se havia transformado num ser com “inúmeras patas”. Só sabe que tinha de se levantar da cama (deveras difícil para ele) para ir trabalhar (não era habitual faltar ao dever), já que era o sutento de uma família constituída por si, por sua mãe, seu pai e sua irmã. Porém, a partir do momento em que os seus familiares constatam a sua mudança, Samsa passa a ser renegado por todos, inclusivamente pela irmã, Greta, que sempre o ajudara e apoiara nos tempos mais conturbados. Gregor, cada vez mais inseto (já não fala como humano), deixa, então, de ser um sustento, passando a ser um grande fardo para a sua família, ao qual repugna. Portanto, afastado pelos que lhe eram mais próximos, Samsa vive em reclusão no seu quarto até à morte.
            Uma das marcas mais preocupantes desta obra é, seguramente, a primeira frase: “Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto”. De facto, Kafka, o autor, prima por ser muito direto (o mesmo se constata nas primeiras páginas de O Processo), nunca enjeitando a possibilidade de, no princípio dos textos, resumir o ocorrido que dá início ao tema. Mais uma vez, o escritor trata o seu assunto predileto, que surge em quase todos os seus livros: o desespero do Homem face ao absurdo do mundo que, neste caso, ultrapassa o surrealismo.
            No entanto, o pormenor que mais me surpreendeu foi a reação (ou falta dela) de Samsa face à sua transformação. Como já referi previamente, a personagem principal não se revolta contra o sucedido. Não, resigna-se, quase nem medita sobre o assunto. O comportamento dos seus familiares também é surpreendente, pelos motivos errados, já que, para além de não o ajudarem a ultrapassar o problema, ainda o hostilizam, renegam-no, principalmente o seu pai (possivelmente Kafka baseou-se na figura paterna, com quem nunca teve uma relação muito afável).
            Independentemente de tudo, este livro, uma das obras-primas da literatura alemã do século XX, é perfeitamente aconselhável e interessante, pois possui uma linguagem acessível, não é muito longo e trata de um tema, bem ao estilo kafkiano, que é original e prende a atenção do leitor do princípio ao fim da história.


Fernando Martinho nº13 10ºD


domingo, 2 de junho de 2013

"O Rapaz de Bronze" - outro final

Final diferente...

             Florinda ficou a olhar o Rapaz de Bronze e, depois de muito pensar, disse: “Já estou a lembrar-me!Tu disseste-me para eu acreditar nas coisas que eu visse, mesmo que as outras pessoas dissessem que era mentira.”
            O Rapaz de Bronze virou-se para ela e alertou-a: “Vamos embora daqui, parece que a dona da casa está à tua procura e eu não posso ser visto a conversar contigo!” A Florinda despediu-se e foi para casa. 
            Ao acordar, antes de ir para a escola, Florinda passou pelo parque para falar com o Rapaz de Bronze.
            Rapaz de Bronze, sou eu a florinda! Mas ele não deu nenhum sinal nenhum de a estar a ouvir. Florinda pensou: “Será possivel, que estou ficar mais velha e ainda sonho com coisas absurdas como estas? Só pode ter sido um sonho, a minha mãe nunca me mandaria ir fazer um recado àquela hora da noite!”
            Florinda foi para a escola.Quando chegou a casa a mãe perguntou-lhe:
            Ontem entregaste os ovos?
            Quais ovos?
            – Os que eu te mandei entregar à cozinheira, ontem à noite! disse a mãe zangada.
            – Então, fui mesmo levar os ovos?!
            Não, foi o coelhinho da páscoa que pôs uns ovos no cesto e mandou-te ir levá-los à cozinheira!
            Nunca vi o coelhinho da páscoa! Ele pôe ovos?...
            Pois, nem era para veres, o coelhinho da páscoa só traz os ovos de chocolate e eu nunca te mandava ir levar ovos de chocolate à cozinheira. Estás bem, Florinda?
            Estou...mãe, preciso de ir fazer uma coisa!
             A Florinda correu até ao parque mas, como sempre, o Rapaz de Bronze estava imóvel. Florinda queria saber se, de facto, ele falava e mexia. Fez caretas, fez-lhe cócegas, cantou, dançou, saltou...mas, depois de tudo, só quando já era noite é que o Rapaz de Bronze  se levantou e disse:
            Olá, Florinda, tás boa?
            Sim e não!
            Sim e não, porquê?
            Tu não falas comigo, estás sempre imóvel, sempre na mesma posição!
            Já te disse que durante o dia sou estátua e só à  noite é que sou um rapaz!
            A Florinda pensou que ele devia estar tolinho ou então tinha apanhado demasiado sol...como é que ele podia ser homem e estátua?
            Florinda, em que é que tanto pensas tu?
            Não acredito, tu não és homem nem estátua, eu devo estar outra vez a sonhar...   
           Então se não acreditas em mim, faz o seguinte: todos os dias passas aqui no meu jardim, se eu tiver uma rosa no meu colo, pegas nela e leva-la para casa contigo. Esse é o meu sinal de que penso em ti todos os dias, sempre que me transformo em Rapaz.
            Florinda ficou calada e nada prometeu.
            Assim passaram muitos anos e a cada nova primavera, Florinda vinha até ao jardim. O Rapaz de Bronze tinha sempre uma rosa aos seus pés de bronze para Florinda.


Gabriela Lapa , 5º D, nº6


Trabalhos de alunos

               É com muito gosto que continuamos partilhar 
aqui os trabalhos de alunos.   
     
                                        As minhas leituras…

           Lá em casa há livros e revistas de BD, aventuras, enciclopédias e revistas de passatempos.
           Há dias em que  as brincadeiras e os amigos ocupam muito tempo e a leitura fica para trás.
           De facto leio pouco, mas quando leio, leio com vontade e entusiasmo.
          Foi através da Banda Desenhada, que é o tipo de texto que prefiro ler, que me entusiasmei mais nas  leituras;  o livro de banda desenhada que li com mais entusiasmo foi , «O Astérix e os Normandos».
         Na minha infância, o livro que mais me cativou e me marcou foi um livro chamado «O Guarda da Praia».
       Incontornáveis, para os miúdos da minha geração, são os livros da Sophia de Mello Breyner Andresen como: «A Menina do Mar» e o «Rapaz de Bronze», entre muitos.
            O livro com que me cruzei chamado: «O Guarda da Praia», foi o livro que li recentemente e do qual gostei muito.
            Outras leituras que muito me seduzem são os livros de histórias policiais e de desporto.
            A literatura que eu acho que desenvolve mais a imaginação é a poesia.
            Os meus pais dizem que devia ler mais vezes e ler livros apropriados para a minha idade.
         O livro que eu gostava de ler a seguir é um livro de Ana Maria Magalhães e de Isabel Alçada chamado «Uma Aventura na Casa Assombrada».
                                                                       
                                                                                                                        Gonçalo Dias, Nº 5, 5º E

sábado, 25 de maio de 2013

Filomena Gonçalves assinou o Livro de Honra

Filomena Gonçalves deixou-nos uma mensagem para mais tarde recordar no Livro de Honra da biblioteca.
Agradecemos as palavras de carinho que nos escreveu.
Aproveitamos para expressar aqui a nossa satisfação de a termos recebidos nas escolas do nosso Agrupamento.



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Encontro com Filomena Gonçalves


Ontem, dia 23 de maio, o nosso Agrupamento teve a honra de receber a escritora e atriz Filomena Gonçalves. Das 14 h. às 15:15h encontrou-se, na EBFL, com todos os alunos do 7º ano  desta escola e da EBIFA (D, E e F), com os alunos do 5º ano A, C, D e E e professores acompanhantes.
A partir da 15:30h. encontrou-se com os alunos do 7º ano (A, B e C) e os professores acompanhantes no auditório da ESFROV.
Foi uma tarde muito divertida e enriquecedora com a presença desta conhecida atriz e a dar os primeiros passos como escritora.  Foram momentos interessantes de apresentação da obra: O mundo misterioso de Guta. Os alunos fizeram perguntas sobre o livro, mas também sobre a sua vida enquanto atriz. Foram momentos de partilha que os participantes guardarão na sua memória. Na primeira sessão ainda houve tempo para ouvirmos a leitura da nossa convidada em conjunto com o Marco e a Mariana do 5º A.
No final de cada sessão, foi com muito agrado que os alunos pediram para a escritora autografar os livros que alguns compraram, para mais tarde recordar.
Agradecemos a presença e disponibilidade da atriz e escritora, Filomena Gonçalves, e a prestimosa colaboração da Leya, na pessoa do seu representante, José Aldir.


 



 
 



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Trabalho de alunos


Fica aqui mais um trabalho produzido por um aluno. É com muito gosto que partilhamos aqui os teus textos/trabalhos.

Uma viagem quase perfeita
Era quase dia de Páscoa. A Rute estava muito empolgada com a chegada dos seus padrinhos londrinos. Já o irmão, José, não mostrava tanto entusiasmo.
Zé, anima-te! É quase Páscoa e vamos ver os nossos padrinhos que nos vão dar muitas prendinhas exclamou a Rute.
Ele que já sabia como ia ser, os padrinhos apareciam sempre à última da hora e quase não lhe davam atenção, respondeu:
Pois sim, eles vêm, mas só o meu padrinho é que me liga, a minha madrinha nem por isso…
Ela, ao ouvir estas palavras tristes, foi para o quarto. Pegou na folha de desejos e como ainda lhe faltava um para a completar escreveu:
Querida fada dos desejos, queria que o meu irmão tivesse um ótimo dia com os seus padrinhos nem que para isso eu não veja os meus. – e deu  um enorme beijo na folha.
No dia anterior à Páscoa, os dois irmãos e os seus pais (mãe californiana e pai londrino) foram comprar roupa para estrearem no dia seguinte. José, sempre muito triste, escolheu umas calças amarelas e uma camisola azul que condizia com o seu “blaser”.
Uau! José, estás todo janota! – disse a mãe. Ele não respondeu e apenas fez um movimento com os ombros.
Chegou o dia que Rute tanto queria. Logo pela manhã, quando o irmão abriu a porta, viu os seus padrinhos e correu em direção a eles dizendo:
Iupi! Vieram!?
Claro que viemos, seu tolito, agora despacha-te que vamos todos para Londres passar uma semana com os padrinhos da Rute!
Obrigado!- entoaram as quatro vozes ao mesmo tempo.
Não era o dia de Páscoa que José estava a pensar ter, mas estar dentro de um avião com as pessoas que adorava, em direção a Londres, era um sonho.
Quando aterraram, encontraram-se com os padrinhos da Rute que tinham um cartaz que dizia ”Welcome Alves”, o sobrenome da família.
Já em casa, José disse à irmã:
Obrigado, mana.
Obrigado porquê? Estás bem? perguntou Rute, um pouco embaraçada.
Deves pensar que eu não vi o que fizeste por mim!? disse ele muito sorridente.
Não foi nada, tu mereces… os dois deram um grande abraço.
Passadas algumas horas, a família foi conhecer Londres e os mais belos monumentos. Mas o que eles nem sonhavam realmente aconteceu. José foi ao estádio do “ Manchester United”. Rute foi a um concerto da sua banda preferida e pôde estar pessoalmente com os cinco membros que a constituem.
Ao pôr-do-sol do dia seguinte, a família saiu para jantar ao lado do “London Eye”, mas aconteceu uma grande desgraça: Rute foi violentamente atropelada ao passar uma passadeira por corredores ilegais.
A jovem esteve internada cerca de um mês, mas conseguiu sobreviver ao acidente. A rainha de Inglaterra pediu que ela fosse levada ao palácio de Buckingham antes de voltar para Portugal. Rute e a sua família dirigiram-se ao palácio para falar com a rainha que lhe disse que podia passar um dia inteiro com algum famoso.
Ela não hesitou e desejou passar um dia com os “One Direction´s”. Aproveitou ao máximo, tirando imensas fotos com eles.
Quando chegou a Portugal, ligou à prima Carolina, contou-lhe tudo o que se tinha passado e ela ficou com inveja, pois ela tinha passado um dia com os seus ídolos. Desde esse momento, lamentavelmente, Carolina não fala com Rute e já la vão dois anos desde o sucedido.

                                                   Leandro Correia, Nº14, 8ºC

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Visita de estudo dos alunos dos 5º e 6º anos à Nazaré

   No dia 30 de abril, os alunos do 5º e 6º anos, acompanhados de professores e de assistentes operacionais fizeram uma visita de estudo. O seu primeiro ponto de visita foi o Centro de Interpretação de Aljubarrota para os alunos do 5º ano e as Grutas da Moeda para os do 6º ano. 
     O almoço que permitiu o convívio entre todos ocorreu na Batalha, este momento teve como paisagem de fundo o belíssimo Mosteiro da Batalha. Seguimos caminho para a Nazaré. No Sítio da Nazaré visitámos o Museu Dr. Joaquim Manso e lá avistámos a tão famosa Praia do Norte, onde Garrett McNamara surfou uma onda gigante com 30 metros. Neste dia não vimos ondas gigantes, pois o mar estava calmo! Em seguida, desfrutámos das magníficas visitas da vila da Nazaré, da praia e do mar. É verdade o MAR, o tema da Semana da Leitura deste ano. Descemos de funicular até à marginal. Aí houve tempo para um belo passeio a ver a praia de areia dourada e o mar! Foi uma viagem de estudo enriquecedora e que ficará na memória de todos nós.

Viagem de estudo on PhotoPeach

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A peça "A poesia não é tão rara como parece..."


A nossa ida ao teatro

    No dia 10 de abril, os alunos do 5º e 6º anos foram a Vila Nova de Paiva, ao Auditório Municipal Carlos Paredes assistir à peça de teatro “A Poesia não é tão rara como parece…”, apresentada pela Companhia Profissional de Teatro EDUCA.
 Após alguns minutos de espera, entrámos e sentámo-nos nos devidos lugares. A sala estava escura, apenas tinha luzes de presença e todos estávamos expectantes.
            De repente, no palco, abrem-se as cortinas e entram em cena os dois atores: o mordomo e o senhor João. O senhor João começou por dizer que em casa dele não entravam poemas. De imediato o mordomo recitou alguns poemas para o aborrecer.
           A certa altura, o senhor João pediu ao mordomo bacalhau com natas. Mais tarde, o mordomo pegou num telefone antigo, daqueles em que era necessário discar um número, dizendo ser um iphone dos anos oitenta, para chamar o táxi para levar o senhor João para Lisboa.
           Decorreram várias cenas ao longo da peça, todas elas divertidas que contribuíram para a nossa boa disposição, durante cerca de duas horas.
           Um dos atores, a dada altura, saiu do palco e dirigiu-se à plateia, interagindo connosco contagiando-nos com as suas piadas cheias de humor.
           Esta manhã foi muito divertida! Ficou provado o quanto o teatro é importante para as pessoas, uma vez que assim se consegue transmitir sentimentos, utilizando a força das palavras!

                                      Marco Paulo Dias Costa, nº11 do 5ºA