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quinta-feira, 28 de maio de 2015

“Angelina…uma luz ao fundo do espelho”

Sinopse do livro: “Angelina…uma luz ao fundo do espelho”

Tinha presente as recomendações da mãe: Não abras a porta a estranhos, não dês conversa ao telefone, não brinques com coisas perigosas... Mas, na verdade, a tarde era muito longa e, quando se está sozinho, o tempo passa mais devagar. E é neste tempo, que passa mais devagar, onde as coisas acontecem muito depressa... movidas por dúvidas, certezas, fantasias, energias e agonias próprias de uma menina de quase 11 anos.
Angelina, com dificuldades de adaptação e integração na escola e com mau aproveitamento escolar, descobre que um espelho é capaz de fazer de amigo íntimo ou de diário.
Desenha-se assim uma viagem da escola a caminho da vida, com venturas e desventuras próprias da idade e dos tempos actuais: verdadeiras aventuras que fazem crescer!

Fonte: http://www.bertrand.pt/ficha/angelina-uma-luz-ao-fundo-do-espelho?id=11687146





Para saber mais sobre Angelina: http://omundodaangelina.blogspot.pt/ 



ENCONTRO COM O ESCRITOR FERNANDO MARQUES PEREIRA

Hoje, dia 28 de maio, o professor e escritor Fernando Pereira esteve na EBFL, onde se encontrou com os alunos do 2º ciclo. Foram duas sessões muito animadas, com a apresentação do livro “Angelina… luz ao fundo do espelho”, canções, lengalengas… Os alunos tiveram oportunidade de fazer questões sobre o livro e a vida do autor. A sua cadela-guia, chamada Piui, também fez sucesso entre os alunos, professores e assistentes operacionais, pela sua simpatia e tranquilidade. Foi uma tarde animada de partilha que ficará na memória dos participantes.



Os livros “Angelina… uma luz ao fundo do espelho” e “Angelina… e os pais separados” estiveram à venda na Biblioteca. No fim ainda houve tempo para uma sessão de autógrafos.  

















Fernando Pereira é natural de Igarei, do concelho Vouzela e reside atualmente em Viseu. Leciona no 2º ciclo do Ensino Básico as disciplinas de Português e História e Geografia de Portugal. Das suas aulas procura fazer laboratórios de ensaios pedagógicos para textos, letras de canções e músicas que compõe para os seus alunos. Inconformado por natureza, menino sonhador por vocação, tem quatro livros publicados: "Clube dos Poetas Recém-Nascidos" (2001), em coautoria com os seus alunos do 6º B da Escola Infante D. Henrique; "Abecedário de Valores" (2003), livro didático para as aulas de Formação Cívica, em coautoria com uma colega de profissão; o projeto didático-musical "Escola de Todos" (2005), composto por um livro "Da Escola de Todos à Escola Devida" e um CD "Escola de Todos", da banda Fernando Pereira & os Stores. "Angelina... Uma Luz ao Fundo do Espelho" e “Angelina… e os pais separados” são os seus dois últimos romances publicados.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Prémio Nobel da Literatura 2014 atribuído a Patrick Modiano

A Academia Sueca, em Estocolmo, anunciou hoje, 8 de outubro, que o escritor  francês, Patrick Modiano foi galardoado com o prémio Nobel da Literatura 2014. O autor já publicou cerca de 30 livros, maioritariamente romances, mas também guiões de cinema e livros infantis. 
No anúncio do Prémio Nobel a Modiano, a Academia destacou-lhe “a arte da memória que utilizou para evocar os destinos humanos mais inalcançáveis e para revelar o universo da ocupação”.
O escritor de 69 anos é filho de  centra as suas obras em temas como a memória, o esquecimento, a identidade e o sentimento de culpa. Nascido no final da II guerra Mundial, filho de italiano judeu, por isso o tema da ocupação nazi foi tema do seu primeiro livro que publicou em 1968 " La Place de l'étoile". 
Modiano é o 11º autor nascido na França a ser premiado. O mais recente foi Jean-Marie Gustave Le Clézio, em 2008. Antes do anúncio, eram apontados como favoritos nomes como o queniano Ngugi wa Thiong'o, o japonês Haruki Murakami e a bielorrussa Svetlana Aleksijevitj.

Biografia
Jean Patrick Modiano nasceu em 30 de julho de 1945 na comuna Boulogne-Billancourt, subúrbio de Paris. É filho de um homem de negócios judeu de Alexandria e da atriz belga Louisa Colpeyn.
O seu primeiro romance, "La place de l’étoile", foi publicado em 1968. Ao longo de sua carreira, também escreveu roteiros para o cinema. Foi um dos autores do filme "Lacombe Lucien" (1974), dirigido por Louis Malle. “O longa” ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1975. Em 2000, Modiano integrou o júri do Festival de Cannes.
Antes do Nobel, Modiano já havia recebido os principais prémios da literatura francesa, como o Grand prix du Roman de l’Académie française em 1972, por "Les boulevards de ceinture", e o Goncourt em 1978, por "Uma rua de Roma". Pelo conjunto da obra, recebeu o Grande Prémio Nacional das Letras, em 1996, e o Prémio Marguerite Duras em 2011, na França. 
Tem várias obras publicadas em Portugal, nomeadamente "O Horizonte" e "A Rua das Lojas Escuras".





segunda-feira, 31 de março de 2014

Entrevista com a autora do livro: "O caderno do avô Heinrich"

Na Semana da Leitura, no dia 14 de março, a professora bibliotecária e escritora Conceição Tomé esteve no nosso Agrupamento onde realizou duas sessões de encontro com os alunos. Deixamos aqui a entrevista que nos deu no final da sessão realizada na EBFL.

Mara - Na sua infância já gostava de ler e de escrever?
Conceição Tomé - Sim, desde a infância que eu gosto muito de ler e de escrever. Talvez goste mais de ler do que de escrever, mas não sei bem… gosto muito de ambas as coisas.

Mara - O que a inspirou a escrever o livro “ O Caderno do avô Heinrich"?
Conceição Tomé - O que me levou a escrever “ O Caderno do avô Heinrich" foi um texto que encontrei no 2º Volume da Grande Crónica da Segunda Guerra Mundial das Seleções Reader's Digest. A imagem descrita pelo historiador que relatava a evacuação do orfanato de Varsóvia foi o ponto de partida para esta história.

Mara - Porque é que escolheu o tema da Segunda Guerra Mundial?
Conceição Tomé - Como o livro surgiu a partir dessa imagem da evacuação do orfanato, naturalmente sendo este um acontecimento da segunda guerra Mundial, o livro todo fala sobre essa época triste da nossa história.

Mara - Teve que fazer algumas pesquisas para escrever o livro?
Conceição Tomé - A partir dessa imagem da evacuação do orfanato eu tive necessidade de perceber o que se passava no gueto de Varsóvia nessa altura, portanto fiz algumas pesquisas, fiz algumas leitura, uma vez que o livro é baseado em factos verídicos tive que me documentar, naturalmente.

Mara - Qual o momento da história que mais gostou de escrever?
Conceição Tomé - Eu gostei de escrever todo o livro, apesar de algumas partes terem sido dolorosas para mim. Eu gostei de escrever toda a história.

Mara - Escreveu primeiro o livro à mão ou ao computador?
Eu escrevi o livro diretamente no computador.

Mara - Como se sentiu quando soube que tinha ganho o prémio Maria Rosa Colaço?
Conceição Tomé - Muito feliz! Para além de ser um prémio muito reconhecido a nível nacional na área da literatura infantil e juvenil, o júri era composto por pessoas de elevado mérito e, portanto ver o meu trabalho reconhecido foi muito, muito gratificante. Foi um dia muito feliz para mim!

Mara - Como se sentiu quando o viu o seu livro publicado?
Conceição Tomé - Quando o livro foi publicado, senti também uma alegria muito grande porque a partir desse momento eu podia partilhá-lo com os leitores e isso é muito importante para mim. Aliás partilhá-lo com os leitores é para mim motivo de alegria muito maior do que ter ganho o prémio literário.

Mara - Gosta de ler? E que género de livros?
Conceição Tomé - Gosto muito de ler. Eu gosto de ler romances, livros de viagens, livros policiais, livros de poesia…

Mara - Essas leituras servem de inspiração para escrever um novo livro?
Conceição Tomé - Às vezes as histórias surgem assim de leituras que fazemos, de notícias que ouvimos de coisas que vemos na rua e, portanto, quando nós escrevemos convocamos todas essas coisas que nós vivemos.

Mara - O que é que a motiva para a escrita?
Conceição Tomé - No caso concreto deste livro, a partir de uma certa altura, foi a vontade de contribuir também para a memória da humanidade, ou seja em primeiro lugar contar uma história e deixar nela algumas das coisas em que acredito profundamente, nomeadamente a leitura, a solidariedade, a amizade, o poder dos livros e da literatura.

Mara - De onde lhe vem a inspiração para criar as histórias e as personagens?
Conceição Tomé - Como eu disse há pouco, a inspiração vem da leitura que faço, de imagens que vejo, de cenas a que assisto na rua… tudo isso pode ser motivo para inventar uma história.

Mara - Das três obras que já publicou qual é a sua preferida?
Conceição Tomé - Eu gosto de todas as obras que publiquei. Não tenho nenhuma preferida.

Mara - Porque decidiu escrever histórias para crianças e jovens?
Conceição Tomé - As primeiras histórias que escrevi, escrevi-as para os meus filhos quando eram mais pequenos. Foi a pensar neles. O caderno do avô Heinrich escrevi-o assim de um fôlego, porque a história quase que veio ao meu encontro, mas também pensei nos meus filhos, é evidente. Pensei ainda, tal como o avô Heinrich, deixar escritas para os meus filhos um conjunto de coisas em que eu acredito.

Mara - Como se sente quando termina e publica um livro?
Conceição Tomé - Sinto-me muito contente sobretudo com este último livro O caderno do avô Heinrich que foi publicado por uma grande editora que é a Editorial Presença e, deste modo, pode chegar a muitos leitores. Isso é muito importante para mim partilhar o livro com os leitores.

Mara - Está a escrever algum livro? Pode dizer-nos qual?
Conceição Tomé - Não, neste momento estou só a recolher algumas ideias mas não chegam ainda a ser escrita de um livro.

Mara - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?
Conceição Tomé - O conselho que eu daria a alguém que deseje ser escrito, em primeiro lugar é ler muito e em segundo é ir escrevendo para ir aperfeiçoando as técnicas de escrita.

Mara - O que é que achou da nossa escola e dos nossos alunos?
Conceição Tomé - Gostei muito de estar nesta escola. Gostei muito de ter conhecido todos os alunos que aqui estiveram presentes. Achei que os alunos eram muito interessados e empenhados, para além de serem todos muito simpáticos. Eu não vou esquecer a tarde que passei nesta escola!

Mara - Qual a mensagem que quer deixar aos nossos alunos?
Conceição Tomé - Quero deixar uma mensagem de esperança, que acreditem que o mundo pode ser melhor, mas também uma mensagem de compromisso, esse mundo melhor constrói-se com os nossos gestos de todos os dias. Vocês podem fazer todos os dias o mundo ser melhor ao respeitarem profundamente todos os colegas, lendo muito para serem mais cultos e mais sábios e sendo pessoas cada vez  mais humanas.

Mara - Muito obrigada pela entrevista.
Conceição Tomé - Obrigada eu.

Esta entrevista foi preparada pelos alunos do 6º A, na aula de Português. Foi feita à escritora, no fim da sessão, pela Mara e gravada digitalmente. Foi transcrita pela professora bibliotecária, Isilda Menezes, e pela Assistente Operacional, Elisabete Ferreira. 


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Prémio José Saramago atribuído a Ondjaki

O escritor angolano Ondjaki, de 36 anos, com o romance "Os transparentes", é o vencedor do Prémio José Saramago 2013, no valor de 25.000 euros. A distinção foi anunciada hoje, no mesmo dia em que é publicado o seu novo livro, "Uma escuridão bonita", com ilustrações de António Jorge Gonçalves. É também o segundo galardão que o escritor recebe este ano, depois do Prémio Fundação Nacional do Livro Infantil.
Esta é a oitava edição do galardão, instituído pela Fundação Círculo de Leitores, que distingue autores com obra editada em língua portuguesa, no último biénio, menores de 35 anos à data de publicação da obra.

Nos anos anteriores o Prémio José Sramago já foi atribuído a  Paulo José Miranda, Adriana Lisboa, José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo e Andréa del Fuego.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"O Caderno do Avô Heinrich"

Ontem, dia 20 de outubro, ocorreu na FNAC de Viseu o lançamento do livro “O caderno do avô Heinrich” de Conceição Dinis Tomé. Esta obra foi vencedora do Prémio Literário Maria Rosa Colaço, na categoria de Literatura Juvenil, em 2012, atribuído pela Câmara Municipal de Almada. A apresentação esteve a cargo da Professora Doutora Glória Bastos, da Universidade Aberta.


Um livro que não deves deixar de ler, por isso deixamos-te aqui a sinopse para aguçar a tua vontade de o saborear.



Sinopse: Heinrich e Jósef conheceram-se na Polónia. Heinrich tinha chegado há pouco tempo da Alemanha, porque o pai não queria que o filho crescesse num país onde então dominavam o ódio, o preconceito, o abuso do poder e todas as formas de fanatismo. Naquele tempo, o homem que tinha subido ao poder resolveu dominar o mundo e perseguir todos aqueles que considerava serem de raças inferiores como os judeus ou os ciganos, e também todas as pessoas que lhe opusessem resistência. Esse homem chamava- se Adolf Hitler. Esta história, escrita com grande sensibilidade, conta-nos como Heinrich, e o seu amigo judeu, Jósef, apesar de tudo o que sofreram, conseguiram manter uma amizade que ficou para a vida. A autora mostra-nos ainda como o amor pelos livros e pela leitura, e a capacidade humana de criar beleza são importantes para promover a paz entre os povos.




Sobre a autora:
Conceição Dinis Tomé é professora bibliotecária no Agrupamento de Escolas Viseu Sul.
É autora dos contos infantis “A Lua e o Pirilampo” (2003) e “História do rapaz que se tornou fazedor de estrelas” (obra vencedora do Concurso de Literatura Infanto/Juvenil – Prémio Centro Cultural do Alto Minho, em 2009).
Em 2004, a autora colaborou na antologia “Histórias para um Natal”, com o conto “Manhã de Natal”.



segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mia Couto vence Prémio Camões 2013

Mia Couto é o vencedor deste ano do Prémio Camões, o prémio mais importante da criação literária da língua portuguesa. O escritor moçambicano recebeu o prémio Camões 2013, no passado dia 11 de junho. A cerimónia ocorreu no Palácio de Queluz e contou com a presença de Cavaco Silva e da presidente do Brasil, Dilma Rousseff.
O  júri reuniu-se no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro e da Biblioteca Nacional. Do júri fizeram também parte, do lado de Portugal, a professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro galardoado com o Prémio Camões, em 1989), os brasileiros Alcir Pécora, crítico e professor da Universidade de Campinas, e Alberto da Costa e Silva, embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor e professor universitário moçambicano João Paulo Borges Coelho e o escritor angolano José Eduardo Agualusa.
O júri justificou a distinção de Mia Couto tendo em conta a “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”.
O Prémio Camões foi criado em 1989 e atualmente com o valor monetário de cem mil euros e é o principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa e consagra anualmente um autor que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Prémio Literário Maria Rosa Colaço foi atribuído à professora bibliotecária Conceição Tomé


O Prémio Literário Maria Rosa Colaço é uma iniciativa da Câmara Municipal de Almada desde 2006, sendo atribuído anualmente. Pretende-se valorizar e promover a literatura infanto-juvenil e, ao mesmo tempo, homenagear Maria Rosa Colaço, consagrada escritora de livros para crianças e jovens. A partir da edição de 2011 passou a ser atribuído alternadamente: ano par para Literatura Juvenil e ano ímpar para Literatura Infantil.
É com muito gosto que anunciamos no nosso blogue que a vencedora deste ano foi Conceição Tomé, professora bibliotecária da EB 2,3 D. Luís Loureiro do Agrupamento, Viseu, com a obra "O caderno do avô Heinrich".
Parabéns à escritora e aguardamos a publicação da obra.

Para mais informações aceder:

domingo, 21 de outubro de 2012

"0s ciganos" de Sophia de Mello Breyner e Pedro Sousa Tavares


Na passada terça-feira, dia 16 de outubro, foi lançado o livro “Os Ciganos”, na Livraria Bertrand Chiado (Lisboa), às 19h, com apresentação de Hélia Correia.
Entre o espólio literário de Sophia de Mello Breyner foi descoberto em 2009 a parte inicial deste conto e a família acredita, pela observação da caligrafia da autora, que tenha sido escrito em meados da década de 60. Pedro Sousa Tavares, o neto de Sophia decidiu completá-lo.
A história começa assim: “Era uma vez uma casa muito arrumada onde morava um rapaz muito desarrumado. E o rapaz tinha a impressão de que não era feito para morar naquela casa.” Um dia, “com o coração batendo, saltou o muro”. Descobriu os ciganos. Ainda que uma voz interior lhe repetisse “foge destes homens”, Ruy seguiu com eles. E é aqui que Sophia se cala.
Entra o neto, Pedro Sousa Tavares: “Nesse instante, as pernas saltaram-lhe para a frente, como se o seu corpo fosse agora uma marioneta, obedecendo a alguma força superior. Tropeçou em cada buraco do caminho. Fez estalar cada galho seco no chão. Por milagre, ninguém se apercebeu da algazarra (…).” A descrição continua até que o rapaz se esconda na carroça e siga viagem. O protagonista há-de voltar a casa mais sábio e habilidoso, assim decidiu o co-autor. As palavras de uma e outro (avó e neto) são grafadas a cores diferentes, azul para Sophia, preto para Pedro. E este espera que o livro seja “lido como um todo”. Este livro é ilustrado por Danuta Wojciechowska.

Fonte: in Público (13-10-12)


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Entrevista ao escritor José Fanha




 José Fanha esteve na nossa escola no passado dia 22 de maio. O escritor nasceu em Lisboa a 19 de fevereiro de 1951. Licenciado em Arquitetura é hoje professor do Ensino Secundário, mas sem exercer. É guionista para televisão e cinema, poeta, declamador, autor de letras para canções e de histórias para crianças, autor de textos para televisão, para rádio e para teatro e, também pintor nos tempos livres.
     Participou, entre muitas outras atividades, em teatro (como fundador e animador), participou em concursos de televisão, colaborou em programas de rádio e tem trabalhado em adaptações de inúmeros textos teatrais ou televisivos.


Ricardo - Na sua infância já gostava de ler e de escrever?

José Fanha - Já. Muito, porque tive uma avó, vivi com uma avó que lia muito e me contava histórias e me incentivava a ler. Depois havia muitos livros lá em casa e tornava-me um explorador das prateleiras dos livros.

Ricardo - Tem formação em Arquitetura. O que é que o motivou para a escrita?

José Fanha - Foi desde pequeno com a minha avó. Foi esta minha avó que me incentivou muito.

Ricardo - De onde lhe vem a inspiração para criar as histórias e as personagens?

José Fanha - Vem de uma gaveta cheia de inspiração que eu tenho lá em casa… Ah! Ah! Não, a inspiração vem-me da vida!

Ricardo - De todas as obras publicadas qual é a sua preferida?

José Fanha - "A porta", porque é aquela onde eu acho que pus mais aquilo que eu sou. Fala mais de mim sem que eu entre no livro.

Ricardo - Porque decidiu escrever histórias para crianças?

José Fanha - Porque tive filhos e escrevi o primeiro livro para contar histórias aos meus filhos. E depois achei que se os meus filhos gostassem os outros também haviam de gostar.

Ricardo - Gosta mais de escrever para crianças ou para adultos? Porquê?

José Fanha - Arranjei uma frase fantástica para responder a essa pergunta: “Gosto de escrever para crianças que queiram crescer e para adultos que ainda sejam um bocadinho crianças”.

Ricardo - Como se sente quando termina e publica um livro?

José Fanha - Sinto-me muito feliz. Sinto-me muito orgulhoso. E quero ler aquela história a toda a gente. Ah! Ah! Ah!

Ricardo - Já ganhou algum prémio literário?

José Fanha - Acho que não…

Ricardo - Está a escrever algum livro? Pode dizer-nos qual?

José Fanha - Estou a escrever vários. Um deles…estou a fazer um do género do Dentola, Dentinho e Dentão, mas agora é sobre os problemas da pele. A intenção é fazer uma série de livrinhos para meninos do pré-escolar que sejam uma espécie de lengalengas, mas que lembrem, a brincar, os cuidados médicos.

Ricardo - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

José Fanha - Que escreva. Ah! Ah! E que leia muito.

Ricardo - Também escreve poesia. Normalmente em que se inspira?

José Fanha - Isso é mais difícil de explicar. A poesia não é assim … As próprias palavras ou, às vezes, um acontecimento, desencadeia a vontade de escrever um poema. É difícil de explicar… às vezes qualquer pequenina coisa: ver uma abelha à volta de uma flor, ouvir uma palavra, ver uma pessoa de que gosto ou de que não gosto, desencadeia o fluir poético. Isto soa um bocadinho pretensioso!...

Ricardo - Em que se inspirou para escrever a coleção Alex ponto com?

José Fanha - Eu gosto de brincar: e se… Foi o: e se…que me inspirou. Nós nos jogos de computador encontramos as pessoas que têm muitas vidas. E se as pessoas só tivessem… E se caissem dentro de um jogo. E em vez de terem 10 vidas, só tivessem uma, o que aconteceria? Foi essa a ideia.
Ricardo - Tem trabalhado com outros escritores, por exemplo nas obras Mistérios de de Sintra e Código d’Avintes. Prefere escrever sozinho ou com outros escritores?

José Fanha - Ambas as coisas. Uma de cada vez. Ah! Ah! Ah!

Ricardo - E o teatro como surge na sua vida?

José Fanha - Ah! Isso foi antes de começar a dizer poesia em público. O teatro é uma paixão muito grande!!! Tenho muita pena de não ter sido ator de teatro. E sempre que escrevo coisas para teatro, para cinema e para televisão, entro um bocadinho como ator para matar saudades.

Ricardo - Que papel tem a música na sua vida? E a televisão e a rádio?

José Fanha - A televisão! Eu deixei a televisão, mas gosto de escrever para televisão. Pode parecer estúpido, mas não é! Acho que hoje o que se faz para televisão é, em geral, muito mau, mas gosto muito, é muito giro escrever para televisão. A rádio é mais engraçada!
Fazer rádio tem muita piada, porque a gente sabe, a gente sente quase quem está do outro lado. Na rádio a gente sente que está ali alguém a ouvir-nos. Na televisão não sei quem está a ver-nos. Até parece que sei quem é o senhor que está ali a ouvir-me, percebes?

Ricardo - O que é que achou da nossa escola e dos nossos alunos?

José Fanha - Olha, esta última sessão em que tu estiveste foi absolutamente fantástica! São uns jovens interessadíssimos. Tivemos comunicação notável. Vocês foram muito simpáticos. Fizeram perguntas muito interessantes. Olha, foi mesmo das boas sessões que eu tenho na memória dos últimos tempos.

Ricardo - Qual a mensagem que quer deixar aos nossos alunos?

José Fanha - Eu não tenho mensagens para deixar. Gostava muito de voltar aqui a esta escola daqui a dez anos e todos serem muito leitores e lerem muitos livros. Portugal é um país pobre também porque não lê. Nós lemos pouco! Nós temos que vencer esta batalha da leitura. É uma batalha muito dura e em que está envolvida muita gente: está o Plano Nacional de Leitura, estão as Bibliotecas Escolares, as Bibliotecas Municipais, estão as editoras, estão os escritores, estão os poetas… Estamos a tentar mudar esse panorama. Estamos a fazer com que os portugueses leiam mais. São vocês, da vossa idade, que vão conseguir fazer isso, que vão dar o passo em frente se vocês também se tornarem leitores furiosos. Leitores furiosos! (risos). Portanto a mensagem é: leiam, leiam, leiam. Eu só sei quem sou, porque leio e porque escrevo. Porque é a ler histórias de outras pessoas que eu descubro o que é que eu sou. Porque comparando com o que leio dos outros, eu vou percebendo melhor porque é que sou assim ou assado.

Ricardo - Muito obrigado por ter vindo à nossa escola e ter dado esta entrevista.

Esta entrevista foi preparada pelos alunos do 6º D, na aula de Língua Portuguesa, com a colaboração da professora Isilda Menezes. Foi feita ao escritor, no fim das sessões, pelo Ricardo Duarte e gravada digitalmente. Também houve a colaboração da equipa da biblioteca para fazer a transcrição da entrevista gravada.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

José Fanha assina livro de honra

No final das sessões dinamizadas na EBFL, José Fanha assinou o Livro de Honra da Biblioteca. Divulgamos aqui as suas palavras simpáticas e amáveis.



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Biobiliografia de José Fanha

Biografia

José Manuel Kruss Fanha Vicente conhecido por José Fanha nasceu em Lisboa 19 de Fevereiro de 1951e licenciou-se em arquitetura. Poeta e declamador, participou em muitas de sessões de animação cultural, acompanhando o grupo dos chamados badaleiros, em que participavam José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais; Manuel Freire; José Jorge Letria; Carlos Alberto Moniz, Fausto, entre outros. É autor de histórias e poesia para a infância, dramaturgo e dramaturgista, autor de letras para canções e textos para rádio, guionista de televisão e cinema. Tem dirigido Oficinas de Poesia e de Escrita além de desenvolver trabalho intenso de divulgação de poesia e promoção do livro e da leitura em Bibliotecas e escolas um pouco por todo o país.
Mestre na área de Educação e Leitura pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (2007).
Doutorando na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa na ária de História da Educação e da Cultura Escrita.

Bibliografia
Alguns dos muitos títulos publicados pelo autor.
- A porta
- A Namorada Japonesa do Meu Avô
- Alex Ponto Com - Uma aventura virtual
- O Dia em Que a Barriga Rebentou   
- Poemas para um Dia Feliz (Inclui CD)  
- O Dia em que o Mar Desapareceu de Maria João Gromicho, José Fanha 
- Sol Negro Os Quatro Cavaleiros de José Fanha, Luísa Beltrão 
- Os Sapatos do Pai Natal
- Missão em Happy-Kosmos  de José Fanha, Luísa Beltrão  
- Zulaida e o Poeta e outras histórias de Inês Massano, José Fanha 
- O Dia em que a Mata Ardeu   
- Diário Inventado de Um Menino Já Crescido
- Dentola, Dentinho e Dentão
- Era uma Vez a República
- O Meu Amigo Zeca Tum-Tum
- Histórias Para Contar em Noites de Luar
- Poemas da Natureza + CD-Áudio  Breve antologia organizada, selecionada e declamada por José Fanha 
- Abril 30 Anos Trinta Poemas  de José Fanha, José Jorge Letria 
- De Palavra em Punho Antologia Poética da Resistência de Fernando Pessoa ao 25 de Abril
- José Afonso : O Que Faz Falta Uma memória plural de José Fanha, José Jorge Letria 
- Poemas com Animais  Breve antologia organizada, selecionada e declamada por José Fanha
- A Noite em que a Noite não Chegou  
- Esdrúxulas, Graves e Agudas - Magrinhas e Barrigudas
- Cantigas e Cantigos
- Alex ponto Com - Joe Silicone Vai à Escola
- Os Novos Mistérios de Sintra  de Alice Vieira, Mário Zambujal, João Aguiar, José Jorge Letria, José Fanha, Luísa Beltrão 
- O Código D'Avintes  de Rosa Lobato de Faria, Mário Zambujal, Luísa Beltrão, Alice Vieira, José Fanha, João Aguiar, José Jorge Letria 
- Alex Ponto Com - Mary Lob, a Lagosta Assassina
- Cem Poemas Portugueses do Adeus e da Saudade de José Fanha, José Jorge Letria 
 - Tempo Azul

 Webografia

Wikipédia (2012). José Fanha: autores e realizadores. Acedido em: 20 de maio de 20012. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Fanha
Wook (2012) José Fanha. Acedido em: 20 de maio de 20012. Disponível em: http://www.wook.pt/authors/detail/id/15657