Ficam mais fotografias sobre a Tertúlia e sobre a nossa viagem pelo ensaio da peça teatral "A viagem do elefante".
Tertúlia on PhotoPeach
terça-feira, 25 de junho de 2013
I Tertúlia da Biblioteca da Amizade 2013
A Biblioteca Escolar e o grupo do projeto Escola Promotora
de Saúde organizaram a I Tertúlia da Biblioteca da Amizade, deste ano letivo,
tendo como tema: Reciclar… Ideias, Leituras
e Energias.
Assim, no passado dia 22 de junho, sábado, nove
professores, duas assistentes operacionais encontraram-se para realizar a
atividade. Iniciaram com a visita ao Museu Terras de Besteiros. Visitam a
seguir uma Feira de Produtos Locais “Ao’ Sabor” que se realiza no 4º sábado de
cada mês.
Em seguida, os participantes fizeram uma caminhada
de cerca de seis km na Ecopista, animada pela partilha de divertidas conversas.
A professora Susana, de Educação Musical que esteve a lecionar na EBFL à cerca
de oito ano atrás, fez o favor de nos transportar de carro da Ecopista até
Tonda para retemperar as forças.
O almoço com saborosos petiscos permitiu um saudável
convívio entre todos, contando com a presença da professora Susana, dos seus
filhos e da psicóloga, Teresa Queirós. A leitura e os livros estiverem presentes
nas conversas e a professora Susana deu-nos a conhecer um trabalho que o grupo
ACERT está a realizar, tendo por base a obra de José Saramago, a Viagem do Elefante. Esta, com as achegas
dos seus filhos, fez a apresentação do livro. Em seguida, levou-nos até ao
local onde os atores ensaiam a peça. Foi um privilégio assistir à encenação do
espetáculo teatral de rua do Trigo Limpo Teatro ACERT em coprodução musical com
Flor de Jara (Espanha). A digressão irá iniciar-se no dia 6 de julho em S. João
da Pesqueira e irá terminar em Rivas-Vaciamadrid a 21 de setembro. Ficou o convite
para assistir ao espetáculo em Tondela, no dia 7 de setembro.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Mia Couto vence Prémio Camões 2013
Mia Couto é o vencedor deste ano do Prémio Camões, o
prémio mais importante da criação literária da língua portuguesa. O escritor
moçambicano recebeu o prémio Camões 2013, no passado dia 11 de junho. A
cerimónia ocorreu no Palácio de Queluz e contou com a presença de Cavaco Silva
e da presidente do Brasil, Dilma Rousseff.
O júri reuniu-se no Palácio Gustavo Capanema,
sede do Centro Internacional do Livro e da Biblioteca Nacional. Do júri fizeram
também parte, do lado de Portugal, a professora catedrática da
Universidade Nova de Lisboa Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o
primeiro galardoado com o Prémio Camões, em 1989), os brasileiros Alcir Pécora,
crítico e professor da Universidade de Campinas, e Alberto da Costa e Silva,
embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor e professor
universitário moçambicano João Paulo Borges Coelho e o escritor angolano José
Eduardo Agualusa.
O júri justificou a distinção de Mia Couto tendo em
conta a “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a
profunda humanidade”.
O Prémio Camões foi criado em 1989 e atualmente com
o valor monetário de cem mil euros e é o principal prémio destinado à
literatura em língua portuguesa e consagra anualmente um autor que, pelo valor
intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património
literário e cultural.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Oficina da Leitura e da Escrita
Os alunos que participaram na Oficina da Leitura e da Escrita (à quarta-feira, à tarde) realizaram um jogo de cartas que se encontra na Biblioteca da EBFL. Neste final de período alguns alunos ainda ocuparam os seus momentos de lazer a jogar ao "Memojogo". Este foi o nome que lhe foi atribuído.
Trabalhos do 5ºA em ebook
Publicamos aqui um ebook com alguns trabalhos escritos realizados pelos alunos do 5ºA ao longo deste ano letivo, nas aulas de Português.
Pontos da leitura
Concurso "Pontos da Leitura"
MELHOR
LEITOR
Foram apurados as melhores leitoras do 3º Período
2º Ciclo- Cátia Pinto, nº5 do 6º A
3º ciclo- Débora
Almeida, nº3 do 8ºE
Parabéns a todos os participantes!
domingo, 9 de junho de 2013
Entrevista à professora Rosa Quinteiro
Partilhamos aqui uma entrevista realizada pelos alunos do 5º A.
ENTREVISTA À
PROFESSORA ROSA QUINTEIRO
Rosa Quinteiro é natural de Pedrosas e vive no Sátão. É
professora de Português e Inglês na Escola Ferreira Lapa. Este ano publicou o livro EstrelaMar
e Golfilhote.
O que a inspirou a escrever o livro EstrelaMar e Golfilhote?
O meu filho, foi o meu filho que me inspirou… Eu contava-lhe
histórias e ele ouvia com muita atenção, então um dia, surgiu a história EstrelaMar e Golfilhote.
A personagem Golfilhote é inspirada no
seu filho?
É. O
Golfilhote é o meu filho.
Quanto tempo demorou a escrever o
livro?
Um ano. O começo foi em 2004, depois esteve em banho-Maria
durante esse tempo todo. No verão seguinte é que escrevi o resto da história,
assim de repentão… escrevi-o num dia.
O primeiro capítulo escrevi-o no verão de 2004 e os restantes capítulos foram
todos escritos no verão de 2005.
Porque escolheu o professor Carlos Pais
para ilustrar o seu livro?
Porque ele leu a história e quis ilustrá-la. Ele gostou da
história, depois conversámos e aceitou o desafio de ilustrá-la. Disse-me que
gostava muito de a ilustrar e eu também queria que fosse ele a ilustrá-la, foi
assim…
Escreveu primeiro o livro à mão ou ao
computador?
Primeiro
foi tudo à mão, depois passei para o computador.
Como se sentiu quando viu o seu livro
publicado?
Ai!...Senti-me muito feliz… Gostei muito do livro, achei que
ele estava muito bonito, as ilustrações e os capítulos… Gostei de tudo! Senti-me
muito bem!
Gosta de ler? E que género de livros?
Uiii! Adoro ler! É das coisas que mais gosto de fazer. O
género que mais gosto de ler é romance histórico.
Essas leituras servem
de inspiração para escrever um novo livro?
Talvez, também gosto de ler poesia e escrever poesia… Agora
não sei… Vamos ver… Já tenho algumas coisas pensadas.
Muito obrigada pela
entrevista.
Eu é que agradeço.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Apreciação crítica - trabalho de um aluno
Artigo de apreciação crítica de A Metamorfose
Gregor Samsa, um caixeiro-viajante,
acorda, de manhã, transformado num gigantesco inseto. Não sabe como nem porquê.
Aliás, nem sequer reflete muito acerca da sua transformação, resigna-se desde o
primeiro instante em que, por capricho do destino, descobre que se havia
transformado num ser com “inúmeras patas”. Só sabe que tinha de se levantar da
cama (deveras difícil para ele) para ir trabalhar (não era habitual faltar ao
dever), já que era o sutento de uma família constituída por si, por sua mãe, seu
pai e sua irmã. Porém, a partir do momento em que os seus familiares constatam
a sua mudança, Samsa passa a ser renegado por todos, inclusivamente pela irmã,
Greta, que sempre o ajudara e apoiara nos tempos mais conturbados. Gregor, cada
vez mais inseto (já não fala como humano), deixa, então, de ser um sustento,
passando a ser um grande fardo para a sua família, ao qual repugna. Portanto,
afastado pelos que lhe eram mais próximos, Samsa vive em reclusão no seu quarto
até à morte.
Uma das marcas mais preocupantes
desta obra é, seguramente, a primeira frase: “Uma manhã, ao despertar de sonhos
inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco
inseto”. De facto, Kafka, o autor, prima por ser muito direto (o mesmo se
constata nas primeiras páginas de O
Processo), nunca enjeitando a possibilidade de, no princípio dos textos,
resumir o ocorrido que dá início ao tema. Mais uma vez, o escritor trata o seu
assunto predileto, que surge em quase todos os seus livros: o desespero do
Homem face ao absurdo do mundo que, neste caso, ultrapassa o surrealismo.
No entanto, o pormenor que mais me
surpreendeu foi a reação (ou falta dela) de Samsa face à sua transformação.
Como já referi previamente, a personagem principal não se revolta contra o
sucedido. Não, resigna-se, quase nem medita sobre o assunto. O comportamento
dos seus familiares também é surpreendente, pelos motivos errados, já que, para
além de não o ajudarem a ultrapassar o problema, ainda o hostilizam,
renegam-no, principalmente o seu pai (possivelmente Kafka baseou-se na figura
paterna, com quem nunca teve uma relação muito afável).
Independentemente
de tudo, este livro, uma das obras-primas da literatura alemã do século XX, é
perfeitamente aconselhável e interessante, pois possui uma linguagem acessível,
não é muito longo e trata de um tema, bem ao estilo kafkiano, que é original e
prende a atenção do leitor do princípio ao fim da história.
Fernando Martinho nº13 10ºD
domingo, 2 de junho de 2013
"O Rapaz de Bronze" - outro final
Final diferente...
Florinda ficou a olhar o Rapaz de Bronze e,
depois de muito pensar, disse: “Já estou a lembrar-me!Tu disseste-me para eu acreditar
nas coisas que eu visse, mesmo que as outras pessoas dissessem que era mentira.”
O Rapaz
de Bronze virou-se para ela e alertou-a: “Vamos embora daqui, parece que a dona
da casa está à tua procura e eu não posso ser visto a conversar contigo!” A Florinda
despediu-se e foi para casa.
Ao
acordar, antes de ir para a escola, Florinda passou pelo parque para falar com
o Rapaz de Bronze.
– Rapaz de Bronze, sou eu a florinda! – Mas
ele não deu nenhum sinal nenhum de a estar a ouvir. Florinda pensou: “Será
possivel, que estou ficar mais velha e ainda sonho com coisas absurdas como estas?
Só pode ter sido um sonho, a minha mãe nunca me mandaria ir fazer um recado àquela
hora da noite!”
Florinda
foi para a escola.Quando chegou a casa a mãe perguntou-lhe:
– Ontem entregaste os ovos?
– Quais ovos?
– Os
que eu te mandei entregar à cozinheira, ontem à noite! – disse a mãe zangada.
– Então,
fui mesmo levar os ovos?!
– Não, foi o coelhinho da páscoa que pôs uns ovos no
cesto e mandou-te ir levá-los à cozinheira!
– Nunca vi o coelhinho da páscoa! Ele pôe ovos?...
– Pois, nem era para veres, o coelhinho da páscoa só
traz os ovos de chocolate e eu nunca te mandava ir levar ovos de chocolate à
cozinheira. Estás bem, Florinda?
– Estou...mãe, preciso de ir fazer uma coisa!
A Florinda correu até ao parque mas, como
sempre, o Rapaz de Bronze estava imóvel. Florinda queria saber se, de facto,
ele falava e mexia. Fez caretas, fez-lhe cócegas, cantou, dançou, saltou...mas,
depois de tudo, só quando já era noite é que o Rapaz de Bronze se levantou e disse:
– Olá, Florinda, tás boa?
– Sim e não!
– Sim e não, porquê?
– Tu não falas comigo, estás sempre imóvel, sempre na
mesma posição!
– Já te disse que durante o dia sou estátua e só à noite é que sou um rapaz!
A Florinda
pensou que ele devia estar tolinho ou então tinha apanhado demasiado sol...como
é que ele podia ser homem e estátua?
– Florinda, em que é que tanto pensas tu?
– Não acredito, tu não és homem nem estátua, eu devo
estar outra vez a sonhar...
– Então se não acreditas em mim, faz o seguinte: todos
os dias passas aqui no meu jardim, se eu tiver uma rosa no meu colo, pegas nela
e leva-la para casa contigo. Esse é o meu sinal de que penso em ti todos os dias,
sempre que me transformo em Rapaz.
Florinda
ficou calada e nada prometeu.
Assim
passaram muitos anos e a cada nova primavera, Florinda vinha até ao jardim. O
Rapaz de Bronze tinha sempre uma rosa aos seus pés de bronze para Florinda.
Gabriela Lapa , 5º D, nº6
Trabalhos de alunos
É com muito gosto que continuamos partilhar
aqui os trabalhos de alunos.
aqui os trabalhos de alunos.
As minhas
leituras…
Lá
em casa há livros e revistas de BD, aventuras, enciclopédias e revistas de
passatempos.
Há
dias em que as brincadeiras e os amigos
ocupam muito tempo e a leitura fica para trás.
De
facto leio pouco, mas quando leio, leio com vontade e entusiasmo.
Foi
através da Banda Desenhada, que é o tipo de texto que prefiro ler, que me
entusiasmei mais nas leituras; o livro de banda desenhada que li com mais
entusiasmo foi , «O Astérix e os Normandos».
Na
minha infância, o livro que mais me cativou e me marcou foi um livro chamado «O
Guarda da Praia».
Incontornáveis,
para os miúdos da minha geração, são os livros da Sophia de Mello Breyner
Andresen como: «A Menina do Mar» e o «Rapaz de Bronze», entre muitos.
O
livro com que me cruzei chamado: «O Guarda da Praia», foi o livro que li
recentemente e do qual gostei muito.
Outras
leituras que muito me seduzem são os livros de histórias policiais e de
desporto.
A
literatura que eu acho que desenvolve mais a imaginação é a poesia.
Os
meus pais dizem que devia ler mais vezes e ler livros apropriados para a minha
idade.
O
livro que eu gostava de ler a seguir é um livro de Ana Maria Magalhães e de
Isabel Alçada chamado «Uma Aventura na Casa Assombrada».
Gonçalo
Dias, Nº 5, 5º E
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