terça-feira, 18 de setembro de 2012

Bom ano letivo e boas leituras


NESTE ANO LETIVO,  LIGA-TE À TUA BIBLIOTECA ESCOLAR!


LER+ faz-te CRESCER+





sábado, 7 de julho de 2012

Sugestões de leitura

Deixamos algumas sugestões de leitura para os mais crescidos, neste período de férias.


Sinopse
O primeiro livro da trilogia Nebilna.

Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. 
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina. 


Sinopse
Uma cidadela cercada pela natureza onde os lobos são ameaça. Um muro que serve de barreira. Uma sociedade exemplarmente organizada, anos após um grande desastre. Um governo que sabe que o medo é motor e que legisla música. Uma fábrica que produz empadas e apronta cremações. Um microcosmo familiar onde um filho é amarrado a um piano. Um homem dotado da capacidade de sonhar com aquilo que ainda não aconteceu, mas que é certo ir acontecer. Uma rebelião que se levanta. Um cavalo que não perde elegância. Um corvo que gralhará na hora da sorte.

Um Piano para Cavalos Altos pretende ser uma metáfora de um mundo regido pela ordem, pela disciplina. Uma premente reflexão sobre o poder: o poder do controlo, o poder da comunicação, o poder do corpo.



Sinopse
Um acontecimento real - as sucessivas mortes de pessoas provocadas por ataques de leões numa remota região do norte de Moçambique - é pretexto para Mia Couto escrever um surpreendente romance. Não tanto sobre leões e caçadas, mas sobre homens e mulheres vivendo em condições extremas.
A Confissão da Leoa é bem um romance à altura de Terra Sonâmbula e Jesusalém, já conhecidos do leitor português.




Sinopse
Luanda, 1975, véspera da Independência. Uma mulher portuguesa, aterrorizada com a evolução dos acontecimentos, ergue uma parede separando o seu apartamento do restante edifício - do resto do mundo. Durante quase trinta anos sobreviverá a custo, como uma náufraga numa ilha deserta, vendo, em redor, Luanda crescer, exultar, sofrer. Teoria Geral do Esquecimento é um romance sobre o medo do outro, o absurdo do racismo e da xenofobia, sobre o amor e a redenção.






 Sinopse
Todas as personagens deste livro parecem estar empenhadas numa confrontação com o Tempo: o tempo dos acontecimentos que viveram ou estão a viver e o tempo da memória ou da consciência. Mas é como se uma tempestade de areia se tivesse levantado nas suas clepsidras: o tempo foge e detém-se, gira sobre si próprio, esconde-se, reaparece a pedir contas. Do passado emergem estranhos fantasmas, as coisas que antigamente eram incompatíveis agora parecem harmonizar-se, as versões oficiais e os destinos individuais não coincidem. 
Um-ex agente da defunta República Democrática Alemã que durante anos espiou Bertold Brecht, vagueia sem destino por Berlim até ir ter ao túmulo do escritor para lhe confiar um segredo. Numa localidade de férias da ex-Jugoslávia, um oficial italiano da ONU que durante a guerra do Kosovo sofreu as radiações do urânio empobrecido ensina a uma miúda a arte de ler o futuro nas nuvens. Um homem que engana a sua solidão contando histórias a si próprio torna-se protagonista de uma aventura que inventara numa noite de insónia.
Sensível às convulsões da História recente, Antonio Tabucchi mede-se com o nosso Tempo «desnorteado», em que se os ponteiros do relógio da nossa consciência parecem indicar uma hora diferente daquela que vivemos.


Sinopse
Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu. 
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial. 

Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?


Sinopse
Serra Morena. Um raio esturrica o casal, em luz e carne. Os filhos ficam órfãos, com destinos diferentes. Antônio, o menino que não cresce. Nico, o patriarca engolido por um bule de café. Júlia, a menina em fuga permanente. Um lugar onde as sombras da terra e da água convivem. Onde a morte e a vida são o mesmo mundo. Um poema seco à humanidade de cada um de nós.
Uma escrita áspera mas poética, desenhada com a vertigem das memórias da família Malaquias, e que evolui como tributo pessoal da autora aos seus antepassados.
Transcendental e mágico, este romance do insólito revela-se uma leitura para o coração.
Um livro forte, aclamado, invulgar. 


Fonte: http://www.wook.pt

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Biblioteca da Amizade - II Tertúlia


A Biblioteca Escolar e o grupo do projeto Escola Promotora de Saúde organizaram a II Tertúlia da Biblioteca da Amizade, deste ano letivo, tendo como tema o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações.
Inicialmente esta atividade estava prevista para ser realizada em Vouzela, no percurso pedestre do Zela, mas como o tempo estava instável e ameaçava chuva, o programa foi alterado.
Assim, no passado dia 16 de junho, numa manhã cinzenta de sábado, um grupo de doze professores, duas assistentes operacionais e uma acompanhante foram ao Museu do Quartzo, em Viseu. Aí, os participantes apreciaram as instalações inauguradas no dia 30 de abril de 2012 e foram envolvidos numa experiência de conhecimento inovadora e original. 
Em seguida, fizeram uma caminhada no Momte de Santa Luzia, animada pela partilha de divertidas conversas. 
O almoço permitiu um saudável convívio entre todos, contando com a presença de mais três professores que se juntaram ao grupo. A leitura e os livros estiverem presentes nas conversas e até ficou a recomendação do livro “As Velas Ardem Até ao Fim” de Sándor Márai já lido por uma das participantes. Fica aqui a sinopse do livro como sugestão de leitura:

Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspeto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
(fonte: http://www.wook.pt/ficha/as-velas-ardem-ate-ao-fim/a/id/71531)

        Foi um dia bem passado que agradou a todos. 






As melhores leitoras da EBFL


No 3º período, participaram 15 alunos na atividade “Pontos da Leitura”. Foram preenchidas muitas  fichas de leitura de livros lidos. As alunas apuradas como melhores leitoras deste período foram: Ana Cristina Cunha, do 6º D e Paula Cunha, do 8º A.
No dia 14 de junho, pelas 10:10h, na biblioteca da EBFL, foram entregues os prémios e os certificados às melhores leitoras do 3º período. Todos os participantes nesta atividades receberam o certificado de participação.
Parabéns às alunas apuradas e a todos os participantes nos "Pontos da leitura".

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Exposição de marcadores de livros sobre os Direitos Humanos

     A biblioteca da ESFRoV organizou uma exposição com os marcadores de livros sobre os Direitos Humanos realizados pelos alunos da turma C, do 12º ano, no âmbito da disciplina de Economia. Os alunos, quiseram dar a conhecer os Direitos Humanos, através da elaboração de marcadores sobre os trinta artigos que constam na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esta foi adotada pela Organização das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948.








    

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aquisições projeto “Leitura e literacia na biblioteca do futuro”


Deixamos aqui a informação sobre as últimas aquisições no âmbito do projeto “Leitura e literacia na biblioteca do futuro”, do 10º ano da ESFRoV, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

- Grande Dicionário da Língua Portuguesa de  Vários, Porto Editora
- A Confissão da Leoa de Mia Couto
- Os Malaquias de Andréa del Fuego
- Teoria Geral do Esquecimento de José Eduardo Agualusa
- O Circo dos Sonhos de Erin Morgenstern
 - Mal Por Mal, Antes Pombal de José Jorge Letria
- O Príncipe Feliz e Outros Contos de Oscar Wilde
-O clube das Baby-sitters- A Grande Ideia de Kristy de Ann M. Martin
- O Exótico Hotel Marigold  Deborah Moggach
-A Guerra dos Tronos As Crónicas de Gelo e Fogo - Livro Um  de George R. R. Martin 
- Tintin e a Alph-Art  de Hergé 
- Contos da Infância e do Lar Volume I de Irmãos Grimm
- Contos da Infância e do Lar Volume II de Irmãos Grimm
- Romanceiro Português de Urbano Tavares Rodrigues, Estela Baptista Costa
- O Colégio de Todos os Segredos de Gail Godwin  
- O Ano de 1993 de José Saramago
- Conto da ilha desconhecida de José Saramago
- O Universo Explicado aos Meus Netos de Hubert Reeves
- Fernando Pessoa uma quase-autobiografia de José Paulo Cavalcanti Filho
- Nutrição no Desporto de Luís Horta 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Visita de estudo a Aveiro

     No dia 3 de maio, nós os alunos do 2º ciclo fomos a uma visita de estudo a Aveiro.  Foi muito interessante, pois andámos de mercantel ou salineiro pelos canais e daí admirámos a cidade. Também vimos os moliceiros que são barcos grandes com bonitas pinturas.
     Visitámos ainda a fábrica de cerâmica “Funceramics”, onde realizámos várias atividades: enchemos formas próprias com barbotina, pintámos objetos retirados das formas, observámos um senhor a fazer peças de barro numa roda de oleiro, vimos como os vulcões entram em erupção e até colámos sementes em vasos que trouxemos para a nossa escola. Aprendemos também alguns truques de magia.
     Foi um dia inesquecível, de aprendizagem e de agradável convívio.
                                                                                                                      5ºA


Ilustração de Tomás Fernandes, 5º A



domingo, 3 de junho de 2012

Novas aquisições do projeto "Leitura e literacia na biblioteca do futuro"



Procura na biblioteca da ESFRoV. Foram adquiridos os seguintes DVD no âmbito do projeto “Leitura e literacia na biblioteca do futuro” e um audiolivro:


- Albert Nobbs




- Drive – risco duplo



- O deus da carnificina


- As serviçais

- As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne



- Poetas portugueses do séc. XIX e XX (audiolivro)

REDES SOCIAIS, PERIGOS DA INTERNET


A biblioteca da Escola Básica Ferreira Lapa, acolheu no passado dia 23 de maio a dinamização de ações de sensibilização sobre os perigos relacionados com a utilização da Net, nomeadamente com as redes sociais, destinadas aos alunos do 3º ciclo.


A ação de formação “Redes sociais, perigos da Internet” foi programada pelos grupos: o EPS, o CPSJ e a equipa responsável pela Segurança da Escola Ferreira Lapa. Esta foi dinamizada pelos elementos da Escola Segura para todos os alunos do 3º ciclo.
Os alunos foram alertados para os perigos que correm quando utilizam a Internet de forma pouco consciente e ética. A Internet é, sem dúvida, uma ferramenta essencial nos dias de hoje, uma vez que abre as portas da informação global. Mas, quando estas portas se abrem, é natural que algumas “coisas” negativas por elas entrem. Se algumas delas não terão muita importância, outras requerem alguma atenção e vigilância por parte dos pais e dos educadores. Neste sentido, considera-se pertinente, com a colaboração da Escola Segura, manter os nossos jovens informados, alertando-os para os perigos mais frequentes, nomeadamente: o visionamento de material impróprio, incitamento à violência e ao ódio, violação da privacidade, violação da lei, encontros online com pessoas menos recomendáveis…
Orientar é sem dúvida melhor que proibir. Cabe aos pais e aos educadores alertarem que o crime também existe na Net e pode ser julgado judicialmente. É assim possível apresentar queixa às autoridades, quando tal se justifique. Cada vez mais vêm a público casos em que os criminosos são efetivamente julgados e condenados.
Os elementos da Escola Segura recomendaram o seguinte aos participantes: nunca dar as passwords, nunca dar informações sobre o próprio, de forma a não ser identificado, não abrir emails de quem não se conhece, evitar o envolvimento em discussões incómodas, abandonar os chats se alguém for rude ou desagradável, nunca marcar encontros com “amigos” feitos online, comportar-se sempre de forma educada e pedir ajuda aos pais e/ou professores quando surgir algum problema.
Os elementos da Escola Segura fizeram ainda referência às redes sociais como o hi5, Facebook ou Orkut (só para citar algumas) tão do agrado e preferência dos jovens. Nas redes sociais, os jovens partilham dados pessoais e fotografias, tornando-se vulneráveis a perigos sem se aperceberem.
Todas as turmas que participaram nesta sessão de esclarecimento, acharam pertinente o tema, tendo feito diversas questões para esclarecerem dúvidas.  
A escola e os professores dinamizadores agradecem a disponibilidade da Escola Segura, sempre que lhe é solicitada a sua colaboração.

Valentina Brito 






segunda-feira, 28 de maio de 2012

Entrevista ao escritor José Fanha




 José Fanha esteve na nossa escola no passado dia 22 de maio. O escritor nasceu em Lisboa a 19 de fevereiro de 1951. Licenciado em Arquitetura é hoje professor do Ensino Secundário, mas sem exercer. É guionista para televisão e cinema, poeta, declamador, autor de letras para canções e de histórias para crianças, autor de textos para televisão, para rádio e para teatro e, também pintor nos tempos livres.
     Participou, entre muitas outras atividades, em teatro (como fundador e animador), participou em concursos de televisão, colaborou em programas de rádio e tem trabalhado em adaptações de inúmeros textos teatrais ou televisivos.


Ricardo - Na sua infância já gostava de ler e de escrever?

José Fanha - Já. Muito, porque tive uma avó, vivi com uma avó que lia muito e me contava histórias e me incentivava a ler. Depois havia muitos livros lá em casa e tornava-me um explorador das prateleiras dos livros.

Ricardo - Tem formação em Arquitetura. O que é que o motivou para a escrita?

José Fanha - Foi desde pequeno com a minha avó. Foi esta minha avó que me incentivou muito.

Ricardo - De onde lhe vem a inspiração para criar as histórias e as personagens?

José Fanha - Vem de uma gaveta cheia de inspiração que eu tenho lá em casa… Ah! Ah! Não, a inspiração vem-me da vida!

Ricardo - De todas as obras publicadas qual é a sua preferida?

José Fanha - "A porta", porque é aquela onde eu acho que pus mais aquilo que eu sou. Fala mais de mim sem que eu entre no livro.

Ricardo - Porque decidiu escrever histórias para crianças?

José Fanha - Porque tive filhos e escrevi o primeiro livro para contar histórias aos meus filhos. E depois achei que se os meus filhos gostassem os outros também haviam de gostar.

Ricardo - Gosta mais de escrever para crianças ou para adultos? Porquê?

José Fanha - Arranjei uma frase fantástica para responder a essa pergunta: “Gosto de escrever para crianças que queiram crescer e para adultos que ainda sejam um bocadinho crianças”.

Ricardo - Como se sente quando termina e publica um livro?

José Fanha - Sinto-me muito feliz. Sinto-me muito orgulhoso. E quero ler aquela história a toda a gente. Ah! Ah! Ah!

Ricardo - Já ganhou algum prémio literário?

José Fanha - Acho que não…

Ricardo - Está a escrever algum livro? Pode dizer-nos qual?

José Fanha - Estou a escrever vários. Um deles…estou a fazer um do género do Dentola, Dentinho e Dentão, mas agora é sobre os problemas da pele. A intenção é fazer uma série de livrinhos para meninos do pré-escolar que sejam uma espécie de lengalengas, mas que lembrem, a brincar, os cuidados médicos.

Ricardo - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

José Fanha - Que escreva. Ah! Ah! E que leia muito.

Ricardo - Também escreve poesia. Normalmente em que se inspira?

José Fanha - Isso é mais difícil de explicar. A poesia não é assim … As próprias palavras ou, às vezes, um acontecimento, desencadeia a vontade de escrever um poema. É difícil de explicar… às vezes qualquer pequenina coisa: ver uma abelha à volta de uma flor, ouvir uma palavra, ver uma pessoa de que gosto ou de que não gosto, desencadeia o fluir poético. Isto soa um bocadinho pretensioso!...

Ricardo - Em que se inspirou para escrever a coleção Alex ponto com?

José Fanha - Eu gosto de brincar: e se… Foi o: e se…que me inspirou. Nós nos jogos de computador encontramos as pessoas que têm muitas vidas. E se as pessoas só tivessem… E se caissem dentro de um jogo. E em vez de terem 10 vidas, só tivessem uma, o que aconteceria? Foi essa a ideia.
Ricardo - Tem trabalhado com outros escritores, por exemplo nas obras Mistérios de de Sintra e Código d’Avintes. Prefere escrever sozinho ou com outros escritores?

José Fanha - Ambas as coisas. Uma de cada vez. Ah! Ah! Ah!

Ricardo - E o teatro como surge na sua vida?

José Fanha - Ah! Isso foi antes de começar a dizer poesia em público. O teatro é uma paixão muito grande!!! Tenho muita pena de não ter sido ator de teatro. E sempre que escrevo coisas para teatro, para cinema e para televisão, entro um bocadinho como ator para matar saudades.

Ricardo - Que papel tem a música na sua vida? E a televisão e a rádio?

José Fanha - A televisão! Eu deixei a televisão, mas gosto de escrever para televisão. Pode parecer estúpido, mas não é! Acho que hoje o que se faz para televisão é, em geral, muito mau, mas gosto muito, é muito giro escrever para televisão. A rádio é mais engraçada!
Fazer rádio tem muita piada, porque a gente sabe, a gente sente quase quem está do outro lado. Na rádio a gente sente que está ali alguém a ouvir-nos. Na televisão não sei quem está a ver-nos. Até parece que sei quem é o senhor que está ali a ouvir-me, percebes?

Ricardo - O que é que achou da nossa escola e dos nossos alunos?

José Fanha - Olha, esta última sessão em que tu estiveste foi absolutamente fantástica! São uns jovens interessadíssimos. Tivemos comunicação notável. Vocês foram muito simpáticos. Fizeram perguntas muito interessantes. Olha, foi mesmo das boas sessões que eu tenho na memória dos últimos tempos.

Ricardo - Qual a mensagem que quer deixar aos nossos alunos?

José Fanha - Eu não tenho mensagens para deixar. Gostava muito de voltar aqui a esta escola daqui a dez anos e todos serem muito leitores e lerem muitos livros. Portugal é um país pobre também porque não lê. Nós lemos pouco! Nós temos que vencer esta batalha da leitura. É uma batalha muito dura e em que está envolvida muita gente: está o Plano Nacional de Leitura, estão as Bibliotecas Escolares, as Bibliotecas Municipais, estão as editoras, estão os escritores, estão os poetas… Estamos a tentar mudar esse panorama. Estamos a fazer com que os portugueses leiam mais. São vocês, da vossa idade, que vão conseguir fazer isso, que vão dar o passo em frente se vocês também se tornarem leitores furiosos. Leitores furiosos! (risos). Portanto a mensagem é: leiam, leiam, leiam. Eu só sei quem sou, porque leio e porque escrevo. Porque é a ler histórias de outras pessoas que eu descubro o que é que eu sou. Porque comparando com o que leio dos outros, eu vou percebendo melhor porque é que sou assim ou assado.

Ricardo - Muito obrigado por ter vindo à nossa escola e ter dado esta entrevista.

Esta entrevista foi preparada pelos alunos do 6º D, na aula de Língua Portuguesa, com a colaboração da professora Isilda Menezes. Foi feita ao escritor, no fim das sessões, pelo Ricardo Duarte e gravada digitalmente. Também houve a colaboração da equipa da biblioteca para fazer a transcrição da entrevista gravada.