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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Uma surpresa para José Fanha

Alguns alunos do 5º E adaptaram a obra do autor, que visitou a nossa escola no passado dia 22, "O dia em que a mata ardeu" e fizeram uma peça de teatro que apresentaram no início da sessão.
José Fanha gostou e agradeceu aos artistas o trabalho que apresentaram. Também os outros alunos e professores acompanhantes aplaudiram aquela bela dramatização. Parabéns a estes alunos do 5º E!



terça-feira, 22 de maio de 2012

Encontro com José Fanha


     Hoje, dia 22 de maio, o nosso Agrupamento teve a honra de receber o conceituado escritor José Fanha. Das 11 h. às 12:30 encontrou-se, na biblioteca da EB1, com os alunos do 4º ano. De tarde, foram dinamizadas duas sessões, na Escola Básica Ferreira Lapa, com todos os alunos do 6º ano (A, B, C, D e E). Também puderam participar as turmas do 5º B e do 5ºE e alguns alunos do 5º A e do 5º C (estes participaram de forma voluntária, pois não tinham aulas previstas no horário).
     Foi uma tarde muito divertida com a presença deste conhecido e bem-disposto escritor. Os alunos divertiram-se muito neste encontro em que o escritor declamou poemas, leu expressivamente extratos de algumas das suas obras (Diário de um menino já crescido, A namorada Japonesa do meu avô, Esdrúxulas, agudas graves- magrinhas e barrigudas)  e partilhou pequenas histórias. Os alunos até cantaram RAP, tornando as sessões animadíssimas e muito participativas.
     No final de cada sessão, foi com muito agrado que os alunos pediram para o escritor autografar os livros que alguns compraram, para mais tarde recordar.
     Este encontro com José Fanha será inesquecível para alunos e professores acompanhantes.
     Agradecemos a presença e disponibilidade do escritor e a prestimosa colaboração da Leya, na pessoa do seu representante , José Aldir.

José Fanha on PhotoPeach

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

7 de fevereiro de 1812 - 200 anos do nascimento de Charles Dickens

  

      Charles John Huffam Dickens nasceu na cidade de Moure (condado de Hampshire, Inglaterra) a 7 de fevereiro de 1812, filho de John Dickens, funcionário perdulário da Armada, e de sua esposa Elizabeth Barrow.
      Dickens adotou o pseudónimo Boz no início da sua atividade literária. Foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. A fama dos seus romances e contos, tanto durante a sua vida como depois, até aos dias de hoje, foi sempre crescendo. Apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros atuais, muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de fição inglesa. Entre os seus maiores clássicos destacam-se "Oliver Twist", "A Christmas Carol" e "David Copperfield".
      Os livros de Dickens tornaram-se extremamente populares na época e eram lidos com grande expectativa por um público muito fiel à sua escrita. O seu sucesso permitiu-lhe comprar Gad’s Hill Place, perto de Chatham, em 1856. Esta casa fazia parte do imaginário de Dickens, desde que por ela tinha passado, em criança – sonhando que um dia poderia lá viver. O local tinha ainda um significado especial porque algumas cenas do Henrique V de Shakespeare localizam-se nesta mesma área. Essa referência literária agradava de sobremodo a Dickens.
      Morreu a 9 de Junho de 1870 (58 anos), em Gads Hill Place, Higham (Kent), Inglaterra.
Obras

Romances principais

• The Pickwick Papers (1836)
• Oliver Twist (1837–1839)
• Nicholas Nickleby (1838–1839)
• The Old Curiosity Shop ("Loja de Antiguidades")(1840–1841)
• Barnaby Rudge (1841)
• Os Livros de Natal:
      o A Christmas Carol ("Canção de Natal" ou "Um conto de Natal") (1843)
      o The Chimes (1844)
      o The Cricket on the Hearth (1845)
      o The Battle for Life (1846)
• Martin Chuzzlewit (1843-1844)
• Dombey and Son (1846–1848)
• David Copperfield (1849–1850)
• Bleak House ("A Casa Abandonada", "Casa desolada" ou "Casa sombria") - (1852–1853)
• Hard Times ("Tempos Difíceis") (1854)
• Little Dorrit ("A pequena Dorrit") - (1855–1857)
• A Tale of Two Cities ("Um conto de duas cidades") (July 11, 1859)
• Great Expectations ("Grandes Esperanças") - (1860–1861)
• Our Mutual Friend (1864–1865)
• The Mystery of Edwin Drood (inacabado) (1870)

Outros
• Sketches by Boz (1836)
• American Notes (1842)
• A Child’s History of England (1851–1853)

Contos

• A Christmas Tree;
• A Message from the Sea;
• Doctor Marigold;
• George Silverman’s Explanation;
• Going into Society;
• Holiday Romance;
• Hunted Down;
• Mrs. Lirriper’s Legacy;
• Mrs. Lirriper’s Lodgings;
• Mugby Junction;
• Perils of Certain English Prisoners;
• Somebody’s Luggage;
• Sunday Under Three Heads;
• The Child’s Story;
• The Haunted House;
• The Haunted Man and the Ghost’s Bargain;
• The Holly-Tree;
• The Lamplighter;
• The Seven Poor Travellers;
• The Trial for Murder;
• Tom Tiddler’s Ground;
• What Christmas Is As We Grow Older;
• Wreck of the Golden Mary;

Webografia

UOL Educação (1996-2012). Escritor inglês: Charles Dickens. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/biografias/charles-dickens.jhtm [Acedido em 6 de Fevereiro de 2012].

Wikipédia (2012). Charles Dickens. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Dickens [Acedido em 6 de Fevereiro de 2012].


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sobre o livro "Aldeia Nova" de Manuel da Fonseca

Deixamos aqui algumas opiniões sobre a obra "Aldeia Nova" de Manuel da Fonseca, resultantes da 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura



     Os contos da obra Aldeia Nova refletem a miséria do povo alentejano, não só uma miséria em termos monetários, mas também uma miséria em termos emocionais, marcada por episódios de tristeza e pobreza.
Em “Campaniça”, deparamo-nos com a infelicidade de Maria Campaniça, condenada a viver na sua aldeia até a sua morte chegar. O mesmo sucede com Zé Cardo, no conto Aldeia Nova. Rui Parral, a personagem que com maior frequência aparece nos contos, vivencia períodos de grande nostalgia, desde a morte do irmão (“o último camarada que ficou no caminho”), passando pela partida dos pais (“Sete-estrelo”), pelo refúgio dos amigos ( “A Torre da Má Mora”), até à sua solidão, que se vem a consolidar no conto “Nortada”. A miséria sofrida pelo povo alentejano é salientada no conto “Névoa” e em “Ódio das Vilas” deparamo-nos com a “condenação” de António Vargas, um homem bem-parecido, que acaba por amar Maria Jacinta, uma moça da aldeia.
     Penso que a essência da obra reside nos contos “Aldeia Nova” e “Maria Altinha”. Neste último, vemos a tristeza que se apodera das pessoas que vêm do litoral para o interior (trabalhar em tarefas agrícolas) e em “Aldeia Nova” presenciamos o incansável desejo que os alentejanos têm de sair da pobreza e procurar uma vida melhor, nem que isso não passe de um sonho.

JOSÉ EDUARDO SOUSA, 10º C, nº 9


     Na obra Aldeia Nova, Manuel da Fonseca retrata episódios que se passam no Alentejo, terra do escritor, episódios que lhe foram contados ou até mesmo vivenciados pelo próprio. Outros resultam do culminar da própria imaginação e de tudo o que os olhos do escritor foram observando ao longo da sua vivência com o povo.
    Este povo, o verdadeiro protagonista dos vários contos, era um povo sofrido, cuja labuta diária era feita arduamente e em más condições, quer fossem ceifeiros ou porcariços.
     Num dos contos, a “Aldeia Nova”, Zé Cardo foi entregue pelo próprio avô a um casal de lavradores, uma vez que já não tinha condições para continuar a criar o neto, dada a sua miséria. Zé Cardo, de tenra idade, teve que se conformar com a situação e todos os dias ia guardar os porcos no montijo. No entanto, a esperança e o sonho desta gente do povo dominavam as suas almas, como se pode verificar nos contos “Maria Altinha”, “Campaniça” e “Aldeia Nova”, nos quais os protagonistas sonhavam ter uma vida melhor, nem que isso implicasse sair de Valgato, a terra ruim, ou ir trabalhar na monda do arroz numa terra que não seja a sua, como Maria Altinha, ou partir para Aldeia Nova.

LAURA MAR FONSECA, 12º B, nº 20


     Nos contos desta obra são relatadas várias situações de pobreza e miséria. São exemplos os contos “Aldeia Nova”, “Ódio nas vilas”, “Névoa”, “Nortada” e também o conto “Maria Altinha”. O conto “Aldeia Nova” fala da história do Zé Cardo, um rapaz que aos sete anos de idade é deixado pelo avô na casa de um lavrador, pois não tem condições para o sustentar; o conto “Ódio nas vilas” também retrata a miséria pois, o pai de Maria Jacinta entrega-a a António Vargas (o seu patrão) dizendo que a sua vida é só trabalho e miséria; o conto “Névoa” retrata a história de Zé Simão, um homem que tinha especial apreço pela bebida e que por esse motivo era extremamente pobre e desprezado pelas pessoas com mais posses económicas; o conto”Nortada” pode também ser considerado um exemplo da miséria sofrida pelo povo, pois relata a história de Rui Parral que, depois de muitos anos, regressa a Cerromaior e o único bem que possui é uma casa onde em tempos haviam morado duas tias suas; o conto “Maria Altinha” pode também ilustrar esta miséria, pois fala de uma rapariga que se deslocou do sul para trabalhar nos arrozais, em condições desumanas e acaba por ser violada.

MARIANA FIGUEIREDO RODRIGUES 10º C , Nº 13

Autor do Mês na ESFROV - Manuel da Fonseca

Manuel Lopes da Fonseca, conhecido como Manuel da Fonseca, nasceu em Santiago do Cacém, em 1911. Estudou no Colégio Vasco da Gama, Liceu Camões, Escola Lusitânia e Escola de Belas-Artes. A sua vida profissional foi muito diversificada, tendo exercido nos mais diferentes setores: comércio, indústria, revistas, agências publicitárias.
Dedicou-se desde cedo ao jornalismo. Em 1925 publicou num semanário de província os seus primeiros versos e narrativas.
Manuel da Fonseca faleceu em 1993.

Obras do autor:

Poesia

• Rosa dos ventos – 1940 - Edição do autor
• Planície – 1941
• Poemas dispersos – 1958
• Poemas completos – 1958
• Obra poética
• O Largo

Contos

• O Retrato - 1953
• Aldeia Nova – 1942
• O Fogo e as cinzas – 1953
• Um anjo no trapézio – 1968
• Tempo de solidão – 1973
• Mestre Finezas

Romance

• Cerromaior – 1943
• Seara de vento – 1958

Crónicas

• Crónicas algarvias – 1986
• À lareira, nos fundos da casa onde o Retorta tem o café
• O vagabundo na cidade
• Pessoas na paisagem

Colaborou em várias publicações, de que se destacam as revistas "Afinidades", "Altitude", "Árvore", "Vértice", "O Pensamento", "Sol Nascente", "Seara Nova", os jornais "O Diabo" e "Diário" e fez parte do grupo do "Novo Cancioneiro".


Webografia:

Wikipédia (2012). Manuel da Fonseca (escritor). Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_da_Fonseca_(escritor) [Acedido em: 20 de janeiro de 2012]

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Algumas leituras para férias

Gostas de ler?
Escolhe um livro de acordo com a tua faixa etária e com os teus gostos pessoais.
Deixamos-te aqui algumas sugestões para te divertires nas férias.



"Maria e Manuel: gémeos em sarilhos" de Maria João Lopo de Carvalho, Margarida Fonseca Santos

Quem diria? Dois irmãos gémeos, mas completamente diferentes. A começar pelo facto de a Mariana ser uma rapariga e o Manuel um rapaz…
Contudo, há mais diferenças: a Mariana salta de asneira em asneira, o Manuel de conhecimento em conhecimento. Viver perto deles é estar num mundo sempre em sobressalto! Como é que a Mariana vai resolver as encrencas em que se mete? E como é que Manuel aplica o que sabe no dia-a-dia?
Será que a Mariana consegue melhorar e começar a portar-se bem? E será que o Manuel entende o que se passa naquele coração irrequieto, sempre cheio de boas intenções e más ideias? Não imaginam, não é verdade? Pois… vão ter de ler este  livro e… entrar no mundo dos gémeos. Afinal, eles são mesmo divertidos!



 
"Recados da mãe" de Maria Teresa Maia Gonzalez
«Pode ser que a mãe tenha pedido a esse pássaro para ir ter contigo à tua sala, para te fazer companhia...
A ideia era boa demais, mas tão apetecível que não resisti a perguntar:
- Achas que a Mãe, agora, pode falar com os pássaros, Clara?...
- Porque é que não há-de poder? Ela não está no Céu? Os pássaros não andam por lá também? Então?!
Os olhos encheram-se-me de lágrimas da mais pura alegria.»
Da cumplicidade entre duas irmãs e da sua capacidade para enfrentar a mais difícil situação das suas vidas se faz este livro escrito com a mestria e a sensbilidade a que nos habituou Maria Teresa Maia Gonzalez.


"Faz-te à vida" de Nadine Gordimer
Paul Bannerman, activista ambiental, luta apaixonadamente contra a construção de uma central nuclear na sua nativa África do Sul. Ao mesmo tempo, debate-se com uma estranha ironia do destino: a radioterapia à base de iodo a que foi sujeito para tratar o cancro de que sofria deixa-o radioactivo, forçando-o a isolar-se da sua família, para evitar o contágio. Passado na África do pós-Apartheid, este romance é uma extraordinária narrativa de traições e recomeços. No coração do romance está o símbolo da milagrosa auto-renovação do ecossistema do Delta Okavanga: uma metáfora maravilhosa para os vários triunfos do amor e vida vividas pelas personagens.



"Indomável" de Kristin Cast, P. C. Cast

A vida é dura quando os amigos nos viram as costas. Que o diga Zoey Redbird que, em uma semana, passou de três namorados para nenhum, e perdeu a confiança do seu grupo íntimo de amigos. E o pior é que Zoey sabe que a culpa é sua. Marginalizada por todos, ela não resiste a criar amizade com o novo aluno da Casa da Noite, o arqueiro olímpico James Stark.
Entretanto, Neferet declarou guerra aos humanos depois do assassinato de dois vampyros mortos pelo Povo da Fé. Mas ao contrário das promessas da Sumo-Sacerdotisa, as últimas visões de Afrodite mostram um mundo cheio de violência, ódio e trevas. Zoey sabe que é errado lutar contra os humanos, mas quem está disposto a dar-lhe ouvidos? As aventuras de Zoey na escola de vampyros tomam um caminho perigoso em que as lealdades são testadas, e um antigo mal é despertado…

sábado, 14 de maio de 2011

Prémio Camões: Manuel António Pina


No passado dia 12 de Maio foi atribuído o Prémio Camões 2011, a Manuel António Pina. O Prémio Camões é o mais importante galardão de Língua Portuguesa, foi criado em 1989 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um escritor cuja obra tenha contribuído para a projecção e reconhecimento da Língua Portuguesa.
Manuel António Pina nasceu no Sabugal, em 1943. Licenciou-se em Direito em Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas. Actualmente é cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.
A sua vasta obra é constituída por poesia e literatura infanto-juvenil. Também escreve peças de teatro, obras de ficção e crónica.

Bibliografia:

• 1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil)
• 1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia)
• 1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil)
• 1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil)
• 1978 - Aquele que quer morrer (poesia)
• 1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia)
• 1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia)
• 1983 - "Os dois ladrões" (teatro)
• 1984 - "Nenhum sítio" (poesia)
• 1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil)
• 1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil)
• 1986 - Os piratas(ficção)
• 1989 - "O caminho de casa" (poesia)
• 1987 - "O inventão" (teatro)
• 1991 - Um sítio onde pousar a cabeça (poesia)
• 1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia)
• 1993 - "Farewell happy fields" (poesia)
• 1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil)
• 1994 - "Cuidados intensivos" (poesia)
• 1994 - "O anacronista" (crónica)
• 1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil)
• 1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro)
• 1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança (poesia)
• 1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil)
• 2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia)
• 2001 - "A noite" (teatro)
• 2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil)
• 2002 - "Poesia reunida" (poesia)
• 2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos câes" (teatro)
• 2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica)
• 2003 - Os livros (poesia)
• 2003 - "Os papéis de K." (ficção)
• 2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil)
• 2005 - "Queres Bordalo?" (ficção)
• 2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso" (lit. infanto-juvenil)
• 2008 - "Gatos" (poesia)
• 2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro)

São muitos os alunos da Escola Básica Ferreira Lapa que já leram o livro do autor Os Piratas, uma vez que integra o conjunto de livros do projecto PNL desta escola.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Encontro com a escritora Manuela Gonzaga

      No dia 4 de Março, a escritora Manuela Gonzaga esteve no Agrupamento de Escolas de Sátão. Na Escola Básica Ferreira Lapa dinamizou duas sessões com todos os alunos do 6º ano. Aqui estiveram presentes as duas turmas da Escola Básica Integrada de Ferreira de Aves. Mais tarde, deslocou-se ao auditório da Escola Secundária Frei Rosa Viterbo onde se encontrou com os alunos do 7º ano dessa escola. Foram encontros muito interessantes em que se estabeleceu uma relação de forte empatia entre os alunos e a escritora. Esta contou algumas situações interessantes da sua vida enquanto escritora e respondeu às perguntas pertinentes dos alunos. Também o belo cão Timóteo (companheiro inseparável da escritora) alegrou os participantes com a sua presença afável e muito meiga. A escola estava animada nesse dia! Alunos, pessoal docente e não docente irão recordar a presença simpática de Manuela Gonzaga.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Tributo à Língua Portuguesa no Sátão


Sessão de apresentação do livro “Nesta nossa doce língua de Camões e de Aquilino”

      No passado sábado, dia 11 de Dezembro, pelas 20.30 horas, foi dinamizada uma sessão de apresentação do livro “Nesta nossa doce língua de Camões e de Aquilino” de Fernando Paulo do Carmo Baptista.
      A apresentação da obra foi feita pela professora Ana Albuquerque e pelo padre Mílton d’Encarnação. Alguns amigos deram o seu testemunho acerca do autor e da sua obra. Também o próprio autor brindou os presentes com o testemunho sobre a razão de ser do livro recentemente editado e do evento cultural que foi organizado pela Câmara Municipal de Sátão e por um grupo de antigos alunos, colegas e amigos (Ana Cristina Santos, Ana Albuquerque, Pe António da Encarnação e Isabel Demar).
      Ainda houve oportunidade para ouvir o grupo Zaatam e degustar um Dão de Honra servido pelos alunos do Curso Profissional de Restauração.
      Foi um evento cultural que muito enriquece a vila de Sátão!

sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago


MORREU JOSÉ SARAMAGO, PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA

José de Sousa Saramago nasceu no Ribatejo, no dia 16 de Novembro, embora o registo oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento. É conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, foi membro do Partido Comunista Português e foi director do Diário de Notícias. Juntamente com Luiz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC).
Foi escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago contribuiu para o reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa, pois a sua obra está traduzida em várias línguas.
O seu livro Ensaio Sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema e lançado em 2008, produzido no Japão, Brasil e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles (realizador de O Jardineiro Fiel e Cidade de Deus). Em 2010 o realizador português António Ferreira adapta um conto retirado do livro Objecto Quase, conto esse que viria dar nome ao filme Embargo, uma produção portuguesa em co-produção com o Brasil e Espanha.
Casado com a espanhola Pilar del Río, Saramago viveu na ilha espanhola de Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Morreu no dia 18 de Junho, aos 87 anos.
Agradecemos o legado que nos deixou.

Bibliografia

Diário


1994 Cadernos de Lanzarote I
1995 Cadernos de Lanzarote II
1996 Cadernos de Lanzarote III
1997 Cadernos de Lanzarote IV
2006 As pequenas memórias.

Poesia

1966 Os poemas possíveis
1970 Provavelmente alegria
1975 O Ano de 1993
2005 Poesia completa (Antologia)

Relatos

1978 Objecto quase
1979 Poética dos cinco sentidos: o ouvido
1998 O conto da ilha desconhecida
2001 A maior flor do mundo
2009 O caderno

Novela

1947 Terra de pecado
1948 Clarabóia
1977 Manual de pintura e caligrafia
1980 Levantado do chão
1982 Memorial do convento
1984 O ano da morte de Ricardo Reis
1986 A jangada de pedra
1989 História do Cerco de Lisboa
1991 O Evangelho Segundo Jesus Cristo
1995 Ensaio sobre a Cegueira
1997 Todos os nomes
2000 A caverna
2002 O homem duplicado
2004 Ensaio sobre a lucidez
2005 As intermitências da morte
2008 A Viagem do Elefante
2009 Caim

Crónicas

1971 Deste mundo e do outro (Crónicas publicadas no diário "A Capital")
1973 A bagagem do viajante (Crónicas publicadas nos diários "A Capital" e "Jornal do Fundão")
1974 As opiniões que o DL teve (Crónicas políticas)
1977 Os Apontamentos (Crónicas publicadas nos diários: "Diário de Lisboa" (1972/73) e "Diário de Notícias" (1975))

Guia turística

1981 Viagem a Portugal

Teatro

1979 A noite
1980 Que farei com este livro?
1987 A segunda vida de Francisco de Assis
1993 In nómine Dei
2005 Don Giovanni ou O dissoluto absolvido

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Recordando João Aguiar

João Aguiar esteve na nossa escola, no ano lectivo de 2004/2005, onde se encontrou com os alunos do 6º ano e com os professores acompanhantes. Algumas pessoas recordam ainda a sua presença.
O escritor faleceu em Lisboa, no dia 3 de Junho de 2010, vítima de cancro. Deixamos um agradecimento pelo legado literário que nos deixou.

João Aguiar nasceu em Lisboa em 1943. Licenciou-se em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas, tendo trabalhado nos centros de turismo de Portugal em Bruxelas e Amesterdão. Regressou a Portugal em 1976, para se dedicar numa primeira fase ao jornalismo.
Trabalhou para a RTP e para diversos diários e semanários como: Diário de Notícias, A Luta, Diário Popular, O País e Sábado. Em 1981, foi nomeado assessor de imprensa do então Ministro da Qualidade de Vida.
Também colaborou regularmente na revista mensal Superinteressante, sendo membro do seu Conselho Consultivo.
Parte da sua obra está traduzida em Espanha, Itália, Alemanha e Bulgária.


Bibliografia

• Uma incursão no esoterismo português (1983)
• A voz dos deuses (1984)

• O homem sem nome (1986)

• O trono do altíssimo (1988)

• O canto dos fantasmas (1990)

• Os comedores de pérolas (1992)

• A hora de Sertório (1994)

• A encomendação das almas (1995)

• Navegador solitário (1996)

• Inês de Portugal (1997)

• O dragão de fumo (1998)

• A catedral verde (2000)

• Diálogo das compensadas (2001)

• Uma deusa na bruma (2003)

• O sétimo herói (2004)

• O jardim das delícias (livro) (2005)

• O tigre sentado (livro) (2005, 2ª ed.)

• Lapedo – uma criança no vale (2006)

• O priorado do cifrão (2008)

João Aguiar também é autor de colecções infanto-juvenis:

• O Bando dos Quatro

• Sebastião e os Mundos Secretos